Distrai fácil, esquece compromissos, adia tudo e acha que pode ser TDAH? Às vezes é. Mas, na maioria dos adultos, a desatenção tem outra causa, e é tratando a causa certa que a concentração volta.
Para ser TDAH, os sintomas precisam estar presentes desde a infância. Se a desatenção começou na vida adulta, o mais provável é que seja desatenção do adulto, com outra causa, e ela também tem tratamento.
O TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento: começa na infância. Quem foi uma criança desatenta, inquieta ou desorganizada, com prejuízo na escola e em casa, e continua assim na vida adulta, pode ter TDAH.
Mas a queixa de falta de foco no adulto, na maioria das vezes, vem de outras causas: ansiedade, depressão, sono ruim, estresse e excesso de demandas, sedentarismo, menopausa, uso de álcool e de outras substâncias, além de alguns remédios e doenças clínicas. Tratar o TDAH quando a causa é outra não resolve, e pode piorar.
Por isso, na avaliação, eu olho para a sua história desde a infância e para tudo o que pode estar roubando a sua atenção hoje.
Sono ruim e estresse — o cérebro cansado perde a capacidade de filtrar distrações.
Ansiedade e preocupação — parte da atenção fica ocupada vigiando problemas.
Mais erros e atrasos — no trabalho, nos estudos e em casa.
Mais cobrança e cansaço — e a sensação de não dar conta fecha o ciclo.
Como você era na escola e em casa, o que mudou e quando começou. É o que separa o TDAH da desatenção do adulto.
Pelo app do consultório, você faz testes rápidos de atenção e responde escalas, e comparamos com a sua percepção do dia a dia.
Sono, ansiedade, humor, rotina e atividade física. Quando há TDAH, o tratamento é específico, com medicação quando indicada e estratégias de organização.
Não. A maioria dos adultos com queixa de foco tem desatenção por outras causas, como ansiedade, depressão, sono ruim, estresse, sedentarismo, menopausa ou uso de substâncias. O TDAH exige sintomas desde a infância.
Pode. Muita gente só procura avaliação na vida adulta, mas os sinais já estavam lá na infância, mesmo que ninguém tenha dado esse nome. É isso que a avaliação investiga.
É clínico: história detalhada desde a infância, sintomas atuais em mais de um contexto e exclusão de outras causas. Escalas e testes de atenção ajudam, mas não fecham o diagnóstico sozinhos.
Não é assim. Usar medicação de TDAH sem ter TDAH não trata a causa da desatenção e pode trazer efeitos indesejados. Primeiro, o diagnóstico certo.
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